18 de julho de 2011
11 de julho de 2011
Programação
Segue a programação...
Sexta - 15/07/2011 às 19:30 hrs.
Preletor: Pb. Davi Maciel Ferreira
Igrejas Convidadas:
Assembléia de Deus - Ministério Taboão
Assembléia de Deus - Ministério Santos
Participação Especial: Quarteto - IEAD Planalto
Sábado - 16/07/2011 às 19:00 hrs
Preletor: Pastor Elias Croce http://pastoreliascroce.blogspot.com/
Igrejas Convidadas:
Assembléia de Deus - Sorocaba
Assembléia de Deus - Guacuri
Participação Especial: Ministério Bruno Ribeiro - http://www.myspace.com/brunoimbr
Domingo - 17/07/2011 às 18:00 hrs
Preletora: Missionária Léia
Igreja Local
Maiores informações: embaixadores.admip@gmail.com
1 de julho de 2011
27 de junho de 2011
Ministério Bruno Ribeiro
24 de maio de 2011
Brigar, gritar, impor idéias, nem de longe significa ter um “Eu” forte, mas sim frágil. Falar o que vem à mente, dizer sempre a verdade, nem sempre é a expressão de um “Eu” maduro e sim de quem não tem autocontrole. Um “Eu” forte e maduro aquieta a sua ansiedade, protege quem ama, pede desculpas sem medo, aponta primeiro o dedo para si antes de falar dos erros dos outros , repensa sua história, exige menos e se doa mais, não tem a necessidade neurótica de mudar quem está a seu redor, conhece, portanto, todas as letras do alfabeto do amor inteligente.
Augusto Cury
20 de maio de 2011
29 de abril de 2011
Entrevista visual - Leandro



7 de abril de 2011
OBRIGADA!
"Pelo menos 10 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas na manhã desta quinta-feira (7) na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. A informação é do Corpo de Bombeiros. De acordo com a Polícia Militar, um homem, identificado por Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, teria invadido a instituição de ensino por volta das 8h e disparado contra alunos e funcionários" fonte: último segundo
Por que alguém faria isto??? Que história era escrita por traz deste jovem???Que distância existia entre a realidade e algum tipo de fanatismo crido por este jovem???Que realidade era esta vivida por ele???Até que ponto temos o direito de interferir na vida das pessoas???E os pais, familiares, amigos, colegas de escola, vizinhos, como estão agora???
Fiquei sem fôlego...Coloquei-me no lugar desses pais...
Procurava respostas, tentava aprender algo com isso, mas simplesmente não conseguia, as perguntas me sufocavam...
Silenciei-me, fiquei sem respostas por alguns instantes, mas aí lembrei-me que somos autores de nossas histórias, temos total liberdade para escrevê-las, podemos mudar da comédia para o terror numa fração de segundos, do romance para o drama num piscar de olhos, do êxtase para a monotonia num amanhecer, podemos tudo...
Só não podemos tomar a caneta da mão de outras pessoas e escrever suas histórias...Abreviar suas histórias...
Por maior que seja a minha dor a ponto de não conseguir mais dar continuidade a minha própria história, devo pedir ajuda, "PEÇA AJUDA", DEUS quer escrever a história de cada um de nós ao nosso lado, segurando a caneta conosco, e ELE têm uma linda história pra cada ser humano neste mundo, e em todas as histórias haverão momentos distintos, que sempre culminarão com finais felizes, basta deixarmos ELE escrever conosco, deixar-mos de ser exclusivamente autores, e passarmos a ser co-autores...
E que o autor seja DEUS e não o inimigo...
Hoje oro a Deus para que conforte os familiares e amigos de todos que esta manhã receberam um ponto final em suas vidas, e que esta história seja uma vígurla na vida de tantos outros que por algum motivo também pensaram em colocar um ponto final em uma vida.
Que DEUS abençoe e principalmente seja o autor principal da história de cada um de nós, nos presenteando com vírgulas e um ponto final no momento em que ELE quiser colocá-lo...
Leandro D.Pereira
5 de abril de 2011
Cristianismo clichê
Deus tem uma obra na sua vida. O inimigo está furioso. A vitória é nossa. Há poder em suas palavras. Quem não vem pelo amor vem pela dor. Vamos entrar na presença de Deus. Deus é pai, não é padrasto. Clichês. Frases (preguiçosamente) feitas (repetidas).
Longe de mim as pretensões enciclopédicas, mas devo lembrar - ou informar - que o termo de origem francesa no seu berço semântico nomeava um interessante objeto, uma matriz tipográfica que se repetia indefinidamente. Funcionalidade. Praticidade. Repetição útil. O objeto-técnica aos poucos tornou-se metáfora de repetição burra, inconseqüente e desnecessária, que não acrescenta nada, verdadeira inutilidade idiomática, completo vício lingüístico.
Aliás, é exatamente isso: vício. Mecanismo que domina o usuário. Uma droga, o clichê. Autores de fato inteligentes trazem consigo profunda ojeriza dos tais lugares-comuns. "Era uma vez..." como abertura e "... foram fe
lizes para sempre" de fec
hadura ficam bem em Andersen, mas duvido que Ruth Rocha faça dessa fórmula uma liturgia sine qua non para seus belíssimos contos infantis! Aquele famoso " obrigado, geeeeeeente!" do fim dos shows, seguido de "Por que parou, parou por quê?" são claramente elementos de um ritual simbólico dessa mágica interlocução artista/público. Clichê carece de intencionalidade, de voluntarismo e é inconsciente; não é uma palavra ou frase que usamos, mas que nos usa.
Pior que os clichês da literatura, da música (muito boa a saída de Marisa Monte ao subverter a norma culta e dizer "Beija eu, beija eu "em vez dos cansativos "Eu te amo", que não passam de muletas), da política (" É preciso debater o tema com a sociedade" , "Pesquisa não ganha eleição" ), da educação (" conhecer a realidade do aluno" ), do cinema americano ("vamos pedir comida chinesa, amor?", tiras que, às vésperas da aposentadoria, tecem uma missão impossível ou que passam horas vigiando suspeito empanturrando-se de café e donuts) são os da religião. Em especial do cristianismo evangélico tupiniquim.
Semanalmente essa praga lingüística irrompe nos púlpitos e se alastra pelos bancos. "Somos cabeça e não cauda", "Somos filhos do Rei", coisas desse natureza distraída ou adoecida de sentido. Alerta: não confunda citação bíblica com clichê. Seria o mesmo que criticar um autor por evocar Shakespeare ou Camões e tachá-lo de preguiçoso. É o uso desrespeitoso e apressado que se faz das Escrituras o problema. Quem ainda suporta aqueles micro-sermões entre os cânticos do "período de louvor" ? Quem acredita na necessidade, sentido e relevância de frases como "Deus quer tratar com sua vida hoje à noite. Você não sairá daqui do modo entrou (...)"? Isso para não nas letras esdrúxulas, algo constrangedor que nos vemos obrigados a cantar nos cultos por aí. Quando não é o caso de um lugar-comum, trata-se de um lugar-absurdo, como esse caso: "olhei pro céu/e vi que sempre foi azul/ Como é bom dizer/Jesus I love you". Preciso comentar?
A oração é um outro exemplo: observe o conteúdo das nossas orações. Será que conseguimos orar três minutos sem usar as muletas tais como "Amantíssimo Deus", "Mais uma vez entramos em sua presença", "entra com providência" , "vai tocando (SIC) cada coração" , "perdoa nossos pecados de omissão e comissão" e coisa do mesmo tipo e tristeza. Orações para fora - para os outros, e deveria ser para cima - para Deus.
Preguiça. Vã repetição. Reza gospel. Martin Luther King Jr me sacode de alento ao sugerir que "É melhor oração sem palavras do que palavras sem oração". Ana, orando-chorando, no templo. Ainda bem que Deus, o Senhor, o Pai nos aceita e entende em Jesus, O Verbo, o Filho e nos concede o auxílio do Espírito, que ora em nós de modo "inexprimível" (supra lingüístico).
A oração simples nos socorre: "ore como puder, não como quiser". As orações-relâmpago de Neemias, a fórmula do cego: "Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim, pecador", a completude e a adequação do Pai-nosso. Há o que dizer, há o que calar diante do Senhor. Quem deseja uma outra gramática deveria mergulhar na amplitude-tessitura-abrangência emocional e existencial dos Salmos, nossa "escola de oração" (Peterson), "anatomia da alma" (Calvino) .
Como seria aceitar a orientação de um às das palavras, como Fernando Sabino, que dizia "escrever é cortar"? Como seria levar a linguagem litúrgica, homilética e devocional (louvor, pregação e espiritualidade) tão a sério que as repetições de palavras e idéias fossem usadas com toda a parcimônia e lucidez do recurso formal da poesia, nunca "tipo assim, quer dizer, coisal e tal"?
Vejam os Clássicos: a lucidez dos argumentos de Paulo, a deslumbrante inventividade de Guimarães Rosa, a erudição nunca cansativa e ensimesmada em abstrações de C. S. Lewis, a exuberância dos argumentos brilhantes de Calvino, o cativante respeito e reverência de Eugene Peterson às palavras?
Aliás, Peterson me inspirou a escrever esse texto-provocação. Lendo seu maravilhoso livro autobiográfico The pastor, a memoir (no Kindle - acabou de sair nos EUA ) cativou-me o relato de sua juventude como estudante de teologia. Como eu, Eugene Peterson cresceu num ethos pentecostal devoto e íntegro, mas no qual a fraqueza dos argumentos era compensada pelo volume da voz do pregador. Ao estagiar numa igreja presbiteriana em Nova Iorque, sua vida foi para sempre influenciada pelo ministério de George Arthur Buttrick, "um poeta no púlpit : durante um ano ouvindo-o pregar dominicalmente, eu nunca vi um só clichê passar por seus lábios". Ah, que maravilha o dia em que a ortodoxia dá as mãos à poesia! Quer dizer, tipo assim, né?
Por Gerson Borges (retirado do site http://www.cristianismocriativo.com.br)



